"Animais são criaturas, não propriedade humana, nem utensílios, nem recursos ou bens, mas sim preciosos seres na visão de Deus...
Rev. Andrew Linzey

28 de setembro de 2012

Casal morre afogado ao tentar salvar cão em rio.

Um casal morreu ao entrar em um rio com correnteza para salvar o cão, no Reino Unido.
De acordo com o “Daily Mirror”, Alicia Williams, de 25 anos, e David Platt, também de 25, estavam andando com seus cachorros perto com Rio Clywedog, em Wrexham, North Wales, quando ocorreu o incidente.
Moradores do local acreditam que os dois entraram na água para tentar salvar um dos bichos e foram levados pela forte correnteza, após as chuvas que caíram na região nos últimos dias.
O rio Clywedog subiu mais de 1 metro acima do seu nível desde que as chuvas torrenciais começaram. A polícia de Nort Wales, no entanto, está tratando a morte do casal como não esclarecida.
O corpo de Alicia Williams, que tinha uma filha pequena, foi achado numa encosta do rio por outra pessoa que passeava no rio com o cão.
A polícia continuou suas buscas após testemunhas relatarem ter visto um casal andando com “quatro ou cinco” cães pouco tempo antes.
Mais de 20 voluntários, incluindo bombeiros e mergulhadores, participaram da operação de resgate que localizou o corpo de David Platt.
“As duas mortes não estão esclarecidas, mas o cenário mais provável é que foi um trágico acidente. Acreditamos que o casal estava no local com os cães no momento em que o houve uma inundação e o rio alcançou seu nível mais alto”, disse o inspetor da polícia Mark Pierce.
A necrópsia dos corpos, que deverá ser feita nesta sexta, deve esclarecer mais detalhes sobre a causa da morte.

Fonte - G1
Rinhas de cavalos nas Filipinas e em algumas partes da China!
Garanhões são forçados a lutar até a morte, uma égua fica amarrada para construir a rivalidade sexual, tudo em nome de um jogo, as famílias se reúnem, junta em milhares de crianças e sobem em árvores para uma melhor visualização do local onde esta tendo festival abaixo.
A alegria da multidão e rir — o objeto de sua emoção em ver um garanhão ensanguentado que chutou tão brutalmente , que seus olhos foram desalojados de sua base ocular.
Uma égua no cio é amarrada ao lado de uma estabulo imundo, improvisado para inflamar a rivalidade sexual entre os garanhões e armas são disparadas para o ar a onde os machos entrar em pânicos para a violência.
Na natureza, o Gentle Giants nunca iria lutar até a morte. Os machos chocam sobre companheiros, bem como direitos de liderança, os mais fracos fica seriamente feridos, os cavalos, que em geral não se atacam, são atiçados para que briguem entre si, com mordidas e coices causam graves ferimentos e, muitas vezes causando à morte.
Ainda no calor da luta eles não estão autorizados a voltar para baixo, mesmo machucados e sangrando continuarão a luta, nessa luta milhares de garanhões são mutilados, aleijados ou mortos a cada ano.


23 de setembro de 2012


Cães obesos que mal conseguiam caminhar são 


resgatados da casa de casal de idosos

Os cachorros mal conseguiam caminhar
Os cachorros mal conseguiam caminhar Foto: Reprodução / Mail Online
Extra Online
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Quando foram resgatados na casa dos antigos donos, Maddie e Josh mal conseguiam caminhar. A barriga deles arrastava no chão, sempre que davam um passo adiante. Os cães, da raça dachshund (a famosa salsichinha) pesavam 9 e 11 quilos, respectivamente - o dobro do normal. Segundo o site “Mail Online”, a dupla vivia com um casal de idosos, que tratava os cachorros com uma dieta rica em calorias e gordura.
- Foi um triste caso em que estavam sendo mortos com bondade. Os petiscos devem ser dados com moderação, para evitar o ganho de peso - alertou Tracey Rae, administradora do abrigo Dog's Trust.
Eles estão seguindo uma dieta rigorosa
Eles estão seguindo uma dieta rigorosa Foto: Reprodução / Mail Online
Os cães de 7 anos foram viver no abrigo, na cidade de Shoreham, na Inglaterra. Lá, os dois foram obrigados a fechar a boca, e estão seguindo uma dieta rigorosa, e fazem exercícios todos os dias. Tudo em nome da saúde e boa forma.
- Eles ainda não podem andar muito, porque estão bastante acima do peso. Então os levamos para o campo, para fazer exercícios, em um carrinho de bebê. - contou Tracey. - Se não fosse assim, eles estariam muito cansados para fazer os exercícios, assim que chegassem lá.
Os cães foram resgatados da residência de um casal
Os cães foram resgatados da residência de um casal Foto: Reprodução / Mail Online
A dupla estará disponível para adoção assim que atingir o peso ideal, de 5 quilos. Após duas semanas de dieta, eles já conseguiram eliminar 1 quilo.
- Eles são muito amáveis e serão bichos de estimação brilhantes em uma nova casa - garantiu Tracey.



Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/caes-obesos-que-mal-conseguiam-caminhar-sao-resgatados-da-casa-de-casal-de-idosos-5960280.html#ixzz27LKaRYhS

Fonte:Globo.com
TRÁFICO DE ANIMAIS, UM MERCADO NEGRO E CRUEL, TRISTE REALIDADE DE VÁRIOS PAÍSES

 
Sopa de pênis de tigre para restituir a virilidade a 300 euros (cerca de R$ 800,00); bile de urso contra úlcera; fígado de serpente, fora peles valiosas. Pelo contrabando e com venda na Internet, o homem está colocando em perigo mais de sete mil espécies de animais selvagens na Ásia, na África e nas Américas.

Reportagem: Equipe Oásis
O mercado negro de animais na Ásia, na África e em vários países da América, Brasil incluído, é um negócio que prospera com uma intensidade que os governos locais não conseguem deter. Forças policiais fortemente armadas vigiam os parques nacionais em diversos países, na tentativa de parar principalmente a matança e o tráfico de tigres. Pouco adianta. Um prato de sopa de pênis de tigre no mercado negro de Taiwan é vendido por mais de 300 euros (aproximadamente R$ 800,00, ao câmbio oficial). A iguaria é servida em restaurantes, procurados por gente ávida de seus supostos efeitos explosivos na potência sexual. Os olhos do tigre, que teriam o poder de controlar a epilepsia e curar a malária, rendem 150 euros. Na Coréia, sua paleta chega a valer 1.500 euros.
"Um tigre morto vale um saco de dinheiro", assegura um dirigente da World Wild Foundation (WWF), o italiano Massimiliano Rocco. "A pele do tigre é um troféu valioso para os ricos, enquanto o resto é uma farmácia de quatro patas para a medicina tradicional chinesa", diz. Os dentes curam insônia; a gordura, o reumatismo; os ossos, a artrite, infecção e disenteria; o rabo, doenças da pele; os miolos, a acne... A lista é longa e atende aos males de uma população que vai da China à Índia, do sudeste da Ásia a Hong Kong, da Coréia ao Japão e à Malásia. É mais da metade da população do globo terrestre. No Brasil, as principais vítimas desse comércio infame são os peixinhos de aquário e as aves, principalmente papagaios e periquitos (mas uma enorme quantidade de pássaros silvestres pode ser incluída na lista).
Em Taiwan, a polícia apreendeu recentemente 140 quilos de ossos de tigre, embalados em 24 caixas desembarcadas de um navio que chegava de Jacarta, na Indonésia. Na ilha de Sumatra atualmente restam apenas 500 tigres, que são abatidos à média de 50 por ano. Na Índia, que sempre teve a maior população de tigres do planeta, em um século, ela diminuiu de 40 mil para 3.700 animais.
"A medicina chinesa é uma das maiores ameaças à sobrevivência de numerosas espécies animais da Ásia. Pelo menos 60% do 1,3 bilhão de chineses que formam hoje a população do país usam a farmacopeia tradicional", explica Rocco. E os asiáticos não são os únicos consumidores. Na Itália, nove mil produtos fabricados a partir de plantas e animais protegidos foram confiscados há poucos anos, durante a operação Marco Polo, realizada de Roma a Milão por agentes da polícia florestal.

As "fábricas" de bile
A caça aos animais silvestres para levá-los aos pratos de restaurantes da Ásia e da Europa ou às prateleiras das farmácias asiáticas não perdoa quase nenhuma espécie, de insetos, como formigas, a aranhas e borboletas. Alguns se tornam moda, como o veado da montanha, pela galhada, e o rinoceronte indiano, por seu corno. Outros nunca saem de moda e, em vez de mortos, são mantidos em cativeiro para sessões periódicas de extração de hormônios produzidos por suas glândulas.

O urso-da-lua (Ursus thibetanus) é um deles. Conhecido por esse nome devido à mancha branca em forma de meia-lua no peito, esse animal é mantido dentro de uma gaiola de ferro onde só cabe seu corpo. Fica lá, prensado, enquanto viver. O bicho é alimentado para que a vesícula biliar aumente a produção de bile e, depois de comer, é anestesiado, arrastado da jaula e colocado de barriga para cima. Um homem introduz, então, a cânula de uma seringa no local da vesícula, junto ao fígado, e suga a bile que o bicho acumulou para processar a digestão.
A medicina chinesa prescreve a bile do urso da lua para uma lista de males que incluem febre, dores, úlcera, hemorragia interna e até câncer. O urso, se escapa da morte a tiros, não sobrevive por muito tempo ao achaque cruel e sistemático de sua bile e às deformações ósseas causadas pela jaula. Muitos morrem de infecção das feridas provocadas pela cânula, com a qual são perfurados várias vezes, até que o líquido verde comece a encher a seringa.
Para facilitar o manejo, um cateter permanente é introduzido na vesícula, ficando a ponta de fora, fechada por uma válvula. O pouco espaço que o animal tem dentro da jaula é para impedi-lo de se mexer e arrancar o cateter. O risco de infecção não é menor. "Tudo isso é totalmente legal para o governo chinês, que estimula o desenvolvimento semi-industrial da atividade", informa Rocco.
O International Fund for Animal Welfare (Ifaw) luta há anos para salvar os ursos-da-lua dos maus tratos e da extinção, mas tudo o que conseguiu até agora foi reduzir em 24% o número de "fábricas" de bile do urso na China. Não é pouco, mas já será um grande passo se conseguir convencer o governo chinês a promover o desenvolvimento de produtos sintéticos ou à base de ervas, capazes de substituir a bile do urso da lua. O Ifaw tem pesquisas que indicam o apoio da maioria dos chineses à causa.
A Internet é o meio preferido dos traficantes para vender o que roubam da natureza. Um leopardo negro sai por 3.300 euros; um filhote de chimpanzé, 60 mil euros; uma girafa, 15 mil euros; um gorila de 7 anos, oito mil euros - valores apurados pelo Ifaw ao procurar sites do mercado negro de animais na Internet. A entidade detectou quase cem sites que vendiam animais, dos quais 70% eram de espécies protegidas por lei. Em apenas uma semana, encontrou à venda 146 primatas, 5.527 partes de elefante, 526 tartarugas, 2.630 objetos feitos com o couro e outras partes de serpentes.


O ataque dos pumas
Atualmente, não há lugar no planeta em que os animais não estejam sob alguma ameaça, seja por desmatamento, seja por assentamentos humanos cada vez mais próximos, construção de represas, estradas e outros. Os animais estão perdendo o seu espaço vital. Um único puma necessita de um território de vários quilômetros quadrados para sobreviver nas matas da Califórnia, nos Estados Unidos. Acuados pelas casas e estradas que invadem seu habitat, os pumas estão atacando a população humana que chega cada vez mais perto deles.
Na África, a falta de espaço já começa a ser um problema em muitas áreas, mas a maior ameaça do momento é o consumo de carne de animais selvagens. Segundo a Bushmeat Crisis Task Force, organização de cientistas e ambientalistas dedicados ao estudo e controle do consumo de carnes silvestres, de 40% a 80% da carne vendida nos mercados e feiras da África são de espécies de pequenos antílopes, que, por isso, já se encontram em processo de extinção, como os antílopes de Ader e Jentink.
Mesmo os primatas, que na África eram e ainda são milhões, estão perdendo a guerra. Comer carne de símios, chimpanzés e gorilas hoje é corriqueiro na maior parte da África central. O comércio ocorre em vasta escala. Estima-se que nas florestas equatoriais africanas sejam mortos três mil gorilas e quatro mil chimpanzés por ano para consumo de carne. Há 20 anos, a população africana de elefantes era de 1,2 milhão de animais. Hoje, não passa de 500 mil.
Entre 1979 e 1989, Hong Kong importou cerca de quatro mil toneladas de presas de elefantes, o que corresponde a 400 mil animais. Desde 1989, o comércio de presas de elefantes está proibido pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies em Extinção (Cites), mas colares, brincos, pulseiras e estatuetas de marfim ainda são produzidos aos milhares mundo afora. "Isso se deve ao tráfico que provém de países em guerra civil ou com grande instabilidade política, que dificultam controles e o retorno à legalidade, como na República Centro-Africana, Camarões e Gabão", denuncia Rocco.
Com a proibição desse comércio, os caçadores descobriram outra grande fonte de renda: o hipopótamo. Sua carne é considerada uma iguaria e ele também é um fornecedor de pequenas quantidades de marfim. Com isso, a maior população de hipopótamos do mundo, a do Parque Nacional Virunga, no Congo, na África, caiu de 20 mil animais para 1.300.
"A Itália importa por ano cerca de 30 mil animais silvestres, dos quais 25% morrem no transporte. Encontramos de tudo. Há poucos meses, apreendemos 60 répteis venenosos dentro da mala de um automóvel que trafegava pela autoestrada Florença- Pisa", conta Davi De Laurentis, dirigente da Cites no país.
Iguanas, papagaios, serpentes e rãs tropicais também são muito encontrados. No porto de Ancona, a equipe de De Laurentis apreendeu uma caixa de ovos de um abutre raro da Turquia. Estavam dentro de uma incubadora para não estragar, e seu provável destino, quando nascessem os filhotinhos, seriam os pratos de luxuosos restaurantes especializados em aves raras "al primo canto".
O comércio ilegal de animais silvestres é a terceira atividade clandestina que mais movimenta dinheiro sujo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas.
O Brasil é um dos principais alvos dos traficantes devido a sua imensa diversidade de peixes, aves, insetos, mamíferos, répteis, anfíbios e outros.
As condições de transporte são péssimas. Muitos animais, talvez a maior parte deles, morrem antes de chegar ao seu destino final.
Filhotes são retirados das matas, atravessam as fronteiras escondidos nas bagagens de contrabandistas para serem vendidos como mercadoria.
Todos os anos mais de 38 milhões de animais selvagens são retirados ilegalmente de seu hábitat no país, sendo 40% exportados, segundo relatório da Polícia Federal.
O tráfico interno é praticado por caminhoneiros, motoristas de ônibus e viajantes. Já o esquema internacional, envolve grande número de pessoas.
Os animais são capturados ou caçados no Norte, Nordeste e Pantanal, geralmente por pessoas muito pobres, passam por vários intermediários e são vendidos principalmente no eixo Rio-São Paulo ou exportados.
Os animais são traficados para pet shops, colecionadores particulares (priorizam espécies raras e ameaçadas de extinção!) e para fins científicos (cobras, sapos, aranhas...).
Com o desmatamento, muitas espécies entraram para a lista de animais ameaçados de extinção, principalmente na Mata Atlântica. Para mais informações, consulte o site www.renctas.org.br da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, o MMA, o IBAMA, SOS FAUNA ou a CITIES - Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção.
Segundo o IBAMA, a exploração desordenada do território brasileiro é uma das principais causas de extinção de espécies. O desmatamento e degradação dos ambientes naturais, o avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistência e a caça predatória, a venda de produtos e animais procedentes da caça, apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e a introdução de espécies exóticas em território nacional são fatores que participam de forma efetiva do processo de extinção. Este processo vem crescendo nas últimas duas décadas a medida que a população cresce e os índices de pobreza aumentam.
Fonte:Mundo Positivo/ONG Momento Ambiental
Motorista é flagrado puxando cavalo por corda pelas ruas de São Gabriel, RS.

Um homem foi flagrado nesta sexta-feira (21) “rebocando” um cavalo em São Gabriel, Região da Campanha do Rio Grande do Sul. O motorista de um Fiat Uno dirigia pelas ruas da cidade puxando o animal por uma corda amarrada ao veículo. Com uma das mãos, ele conduzia o carro. Com a outra, segurava a corda, fazendo o animal co
rrer riscos.
Durante o trajeto de dois quilômetros registrado pela RBS TV, o homem chegou a acenar para a câmera. Segundo a Brigada Militar, se flagrado por um policial, o motorista seria multado por pelo menos três infrações de trânsito: dirigir com apenas uma das mãos, dirigir sem cinto de segurança e dirigir sem atenção e cuidados, totalizando 14 pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 297,95.

Assista ao vídeo aqui: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/09/motorista-e-flagrado-rebocando-um-cavalo-no-rio-grande-do-sul.html

Fonte - G1
Jegue é roubado, sofre maus-tratos e polícia age com descaso, em Rio Preto (SP)

Um jegue, chamado Pampito, foi abandonado no meu quintal faz um tempo, muito debilitado. Aceitei tratar do jegue sem fazer queixas, pois, descobri que uma criança havia feito isto, com a esperança que alguém tratasse dele já que o seu pai não o fazia.
Pois bem! Ele estava aqui no meu quintal, que é todo murado e fech
ado, mas na madrugada de terça (11/09) entraram no quintal, arrombaram o portão e o retiraram daqui.
Prestei queixa a policia (informal a pedido da PM), pois alegaram que o procurariam. À noite passaram em minha casa e disseram que haviam procurado pela cidade e pela zona rural e nenhum sinal dele. Perguntei se deveria já fazer o BO e eles me aconselharam a esperar até a tarde do dia seguinte, pois, poderia ter sido alguma criança que o levara sem “má intenção”. Achei melhor esperar, pois o Pampito é muito querido das crianças.
Ele estava solto pela cidade havia muito tempo e, todas as pessoas com quem eu conversava a respeito dele, tinham alguma história para contar e diziam, até, terem fotos com ele. Em geral, não eram histórias muito boas para o pobre Pampito, que era usado em brincadeiras como rodeio, mas pela mentalidade das pessoas daqui, não é de se admirar que, acreditam não serem cruéis. Todas estas pessoas terminavam a conversa dizendo que estavam felizes em saber que o Pampito estava comigo. Afinal, eu sou o tipo de “louca” que acolhe os animais das ruas, apesar de não ter muita condição financeira para isto. Mas, acabo fazendo por falta de opção, já que a cidade é dominada por um espírito de ingratidão com a natureza e seus animais, incentivada pela política local, que não faz o seu papel e não investe em saúde, tratando dos animais abandonados e maltratados das ruas, que são muitos, e reeducando a população quanto as suas obrigações com o seu meio ambiente.
Pedi a algumas crianças que frequentam a Lan House em que trabalho para o procurarem, inclusive o Léo, o garoto que o deixou aqui.
No sábado de manhã, duas das crianças que frequentam a Lan House, mas a qual eu não avisara do sumiço do Pampito, me telefonaram perguntando se o Pampito estava em minha casa. Ao dizer que não, eles disseram que o haviam encontrado e eu pedi que o levassem para a minha casa. O garoto estava com uma voz um tanto temerosa e disse que o deixaria na casa dele até eu poder ir buscá-lo. Assim que pude, fui até lá e encontrei o pobre Pampito em uma situação mais que deprimente! Cruel! Muito sujo, magro, suas pernas estavam cheias de feridas e sangrando muito, seu couro estava todo ralado, como se tivesse sido arrastado. Havia marcas de tralha como se tivessem posto ele para puxar coisas muito pesadas. E ainda, escreveram com tinta verde “CHEN” em sua costa esquerda.
Chen é um candidato da cidade do partido da prefeitura atual.
Quando as crianças encontraram o Pampito, por inocência, acreditaram que o Pampito poderia ser deste tal de Chen e o levaram até a casa do político. Este os atendeu com má vontade ao ver o jegue com seu nome. Deu as costas para as crianças e disse que não sabia de quem era. Foi aí que perceberam que era realmente o Pampito, meu jegue.
Enquanto as crianças o levavam para casa, percorreram uma rua principal da pequena cidade de Adolfo. Sem motivo, aparente, um homem de bicicleta, parou e deu um tapa na cara do Pampito e continuou sem olhar para trás apesar das reclamações dos meninos pela atitude estúpida do estranho. Até que este homem parou e entrou em uma casa situada na Rua Castro Alves. Os garotos se chatearam pela cena e, também, acharam muito suspeita a atitude deste indivíduo.
Trouxe o Pampito de volta à nossa casa e, juntamente com meus parentes e amigos, dei a atenção que ele necessitava; comida, banho, remédios e carinho. Ele já está melhor, apesar de ainda apresentar fraqueza e um pouco de dor pelos ferimentos.
Espero que nunca mais algo assim possa acontecer novamente, mas para me certificar disto, preciso pedir por justiça!
Chamamos a polícia logo após a chegada do Pampito em casa. Os policias viram a situação do pobre animal e fizeram o BO. Já passaram para a delegacia e , Segunda-feira pela manhã, fui conversar com o escrivão e levei as fotos, em anexo, no processo.
Que estes covardes, irracionais, sem escrúpulos sejam punidos! Descobrir quem são não será difícil. Para isto, será necessário a ajuda dos que viram alguma coisa e possa ajudar com alguma informação.
Além do crime de INVASÃO DE DOMICÍLIO, FURTO e MAUS TRATOS A ANIMAIS, estes bandidos devem ter relações políticas. Portanto, existe a possibilidade destes criminosos estarem ainda pedindo votos à população, como se fossem sujeitos de bem.
Mais um grande motivo para que estes criminosos sejam desmascarados logo, antes que seja tarde demais, e acabem ainda ocupando cargos públicos ao invés de estarem na cadeia que é o lugar de gente que não sabe se comportar com respeito e consciência.
Ainda houve mais um episódio na tarde de quarta (19/09). Um menor, que é conhecido como um mau elemento, novamente derrubou o portão do quintal, tirou o Pampito daqui e o jogou em uma vala de esgoto que passa logo atrás do quintal. Por sorte, uma amiga que estava indo trabalhar foi até a minha casa e me avisou. Eu estava com outro amigo e fomos os três correndo lá e ainda vimos este menor tentando fazer algo com o Pampito dentro da vala. Quando ele nos viu saiu correndo e parou em uma pista de caminhada em frente e ficou lá nos observando. Ingenuamente, acreditando no flagrante, chamei a polícia. Vieram dois policiais diferentes e extremamente grosseiros; me coagiram a não fazer o BO pois se eu não tinha como provar que o garoto havia feito isto, mesmo com mais duas testemunhas, que eu seria processada. Me deixaram muito nervosa e acabei falando para irem embora já que não serviriam nem para interrogarem o garoto. Eles me chamaram de mal educada e disseram que eu não podia falar assim com eles. No que o meu irmão chegou, eles resolveram ir atrás do menor e não o interrogaram; ficaram apenas fazendo ameaças e denegrindo o garoto que já não é muito bom. Depois, vieram com panca de ajudar a tirar o Pampito da vala e com, tamanha grosseria, tiraram da mão do meu irmão e quase terminaram de matar o Pampito. Eu tive que agarrar o Pampito e puxá-lo com uma força que nem eu sabia que tinha, mas acabei ficando acamada por isto. E o, pior, ainda se viraram para mim e me perguntaram: Mas porquê fizeram isto com o jegue? Ainda me deram “a ordem” de arrumar o portão e o muro (que foram arrombados pelos bandidos que eles não estão a fim de descobrir quem são) para que o meu desleixo não cause mais tantos transtornos.
Então, sexta (21/09), eu ainda não sei quem fez isto; o garoto não foi coagido a dizer quem fez isto; o BO ainda não ficou pronto na delegacia; e fui acusada de ser culpada pois ainda não consegui arrumar o muro e o portão que foram arrebentados pelos bandidos!
Se puderem me ajudar, me auxiliando em como eu posso me defender disto tudo, eu agradeço, pois já não sei mais o que fazer! E temo pelo pobre Pampito! A pergunta fica: por que?

Fonte - ANDA
Mula é utilizado para coleta pública de lixo e MP é acionado na Bahia.
Uma mula é utilizada na coleta pública de lixo do município de Maragojipe, no Recôncavo Baiano. O animal sobe e desce uma escadaria com 168 degraus, segundo moradores, carregando cestas em que são colocados sacos com lixo da população de pelo menos duas localidades. Segundo a prefeitura, o serviço de coleta com o auxílio do an
imal ocorre no Alto do Japão e no Alto do Cruzeiro. “Fico incomodado com o descaso como é tratado o animal”, diz um morador, que prefere não se identificar.
Em nota oficial, a prefeitura de Maragojipe informou que o animal realiza a coleta de lixo onde não é possível o acesso do caminhão ou de outro veículo, já que a estrutura da cidade possui muitas escadarias. “O que acontece é que se retira o lixo do local/portas das casas e o mesmo é levado até o final da escadaria, onde o caminhão passa e faz o recolhimento”, informou a nota oficial. A Secretaria de Serviços Públicos, Transporte e Meio Ambiente informou ainda que o auxílio do “transporte animal” é utilizado nos dias de segunda, terça, quinta, sexta e sábado.
Após assistir às imagens registradas por um cinegrafista amador, a ambientalista Telma Lobão encaminhou um pedido de investigação ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) na segunda-feira (17). “Eu estou chocada. É um animal rural, não é feito para subir escadas, ainda mais nas condições mostradas nas imagens”, disse. Ela avalia que a prefeitura do município está infringindo o artigo 32, da Lei Federal 9.605, a lei de maus-tratos.
A promotora Neide Reimão, do MP-BA em Maragojipe, afirmou que recebeu a solicitação da ambientalista na quarta-feira (19) e tomou conhecimento da situação através de fotos enviadas pela internet. “Convoquei representantes da empresa para comparecer no Ministério Público. Independente da explicação, o que vi [nas imagens] foi que o animal é utilizado para um trabalho excessivo. Ele não pode ser utilizado para aquele tipo de trabalho. A empresa deveria estar dotada de outros meios e não se valer de um animal para fazer a coleta”, afirmou.
Neide Reimão relatou que os responsáveis pela empresa que faz a coleta do lixo em Maragojipe podem responder criminalmente por crueldade ou trabalho excessivo contra o animal. “É uma contravenção penal, uma infração de menor potencial ofensivo que prevê uma pena pequena de 15 dias a um mês de prisão ou pagamento de multa. Não vejo como maus-tratos e sim excesso de trabalho. A lei ambiental que trata de maus-tratos diz que o crime ocorre quando é praticado algum tipo de abuso contra o animal, como deixar de alimentar ou bater, por exemplo”, informou.
Na quinta-feira (20), a promotora informou que determinou que o animal deixe de realizar o trabalho de coleta de lixo em Maragojipe. “A cultura de usar animais para esse fins, principalmente no nordeste, diminuiu, mas ainda existe. Eles são usados para a subsistência do tutor, para levar mercadorias da feira, por exemplo”, afirmou.
Procurado, o secretário de Serviços Públicos do Município, Djalma Costa, disse que os animais utilizados na coleta de lixo recebem “o melhor tratamento possível”. Ainda segundo ele, os bichos não pertencem à prefeitura, são de resposabiliade de pessoas contratadas pela empresa terceirizada para realizar o serviço de coleta com a utilizaçãos dos animais. “As localidades são pequenas e eles não devem ser maltratados”, conta. Ainda segundo o secretário, os animais foram a “última opção” da prefeitura, já que não foram encontradas pessoas interessadas em realizar o serviço.
Um dos donos da empresa terceirizada contratada pela prefeitura disse que o animal é utilizado três vezes na semana por total impossibilidade de acessar o local com outro veículo. “Não entra moto, não entrar trator, não entra nada. O animal é um meio de transporte. O objetivo é trazer o lixo para os locais onde o caminhão passa. Cada cidade tem sua solução. No caso de Maragojipe, a solução é essa. Nem chega a duas horas por dia o período que ele é usado na coleta. Essa solução já é usada há muitos anos”, disse Elmo Felzemburg.
De acordo com o veterinário Paulo Matos, especialista em equinos e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a carga suportada por um animal desse tipo deve ser no máximo um terço do peso dele. “Escada é impróprio para o animal. Se ele não pisar certo pode cair e ter uma fratura de difícil recuperação. Quanto menor o peso melhor”, afirma.
A mesma opinião é compartilhada pelo veterinário Leonardo Rodrigues. No entanto, segundo ele, deve-se salientar que o animal deve ser muito bem tratado e alimentado para realizar quaisquer serviços que exijam de sua força física por um grande período de tempo.



Fonte - G1